[Lançamento] Para a metacrítica da teoria do conhecimento


Nesta obra clássica, escrita nos anos 1930, Theodor W. Adorno antecipa muitos dos temas que se tornariam fundamentais na filosofia contemporânea – a crítica ao fundamentalismo e às ilusões do idealismo, o fim da epistemologia –, além de anunciar as ideias centrais que desenvolveria em seus trabalhos mais importantes. O livro, assim, carrega a singular característica de traçar uma ponte direta entre o período de juventude e o de maturidade do filósofo.

Embora Para a metacrítica tenha sido publicado em 1956, quando a produção de Adorno já se tornara madura, a maior parte do livro, conhecido como Manuscrito de Oxford, foi escrita entre 1934 e 1937, e focaliza temas e problemas que ocuparam o primeiro momento de sua reflexão filosófica, no início dos anos 1920. Bem mais tarde, em 1968, Adorno ainda considerava esse livro um de seus escritos mais importantes, juntamente com Dialética negativa. Ele também via a introdução escrita em 1956 e Ensaio como forma como os textos anunciadores, programaticamente, de sua filosofia.

Ao longo do volume, Adorno responde a perguntas como “por que um texto sobre Husserl?”, “como esse conjunto de argumentos se articula aos desenvolvidos nos textos nomeadamente dialéticos?”, “o que se quer indicar com o termo metacrítica?”, entre outras. “Os leitores de Adorno, tanto os especialistas como os meramente interessados, não têm muitas oportunidades de enfrentar uma reflexão madura do autor acerca da gênese e o modo de seu próprio pensamento. [...] Essa Metacrítica é uma das mais auspiciosas ocasiões para tanto”, escreve, na apresentação, Eduardo Soares Neves Silva.

Texto: assessoria de imprensa da Editora Unesp